Grupo Mônaco de Cultura

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Luís Antônio Pimentel na Livraria Ideal (2012). Foto: Cláudio Barbosa

 

Luís Antônio Pimentel nasceu em Miracema, no dia 29 de março de 1912.  Ele é um poeta, professor, jornalista e memorialista brasileiro. É membro da Academia Fluminense de Letras – AFL; Academia Niteroiense de Letras – ANL e presidente de honra no Grupo Mônaco de Cultura.
Teve a influência nas letras pelo tio por parte de pai, Figueiredo Pimentel, de quem reconhece a influência da obra sobre os primeiros trabalhos literários. Pimentel ingressou como aluno bolsista em intercâmbio no Japão,  onde residiu lá entre os anos de 1937 a 1942 (período da Segunda Guerra Mundial), familiarizando-se com o haicai ao ter contato com autoridades como Hagiwara Sakutarô e Takamura Kôtarô. Pimentel tem sua poesia traduzida para o inglês, o alemão, o francês, o espanhol e o sueco.
O poeta é um dos precursores do haicai no Brasil, responsável pela divulgação deste estilo de poesia ao lado de Olga Savary e Helena Kolody. Tem parte na cunhagem definitiva do termo “haicai” em língua portuguesa quando, estudante da faculdade de filosofia da Universidade do Brasil, encaminhou a Aurélio Buarque de Holanda, por intermédio do gramático Celso Cunha, o pedido de dicionarização, evitando que o termo se dispersasse em outras transliterações como hai-cai, hai-kai, haikai, haiku, hai-ku e hokku. Com seu livro “Namida no Kito”, obra escrita em português no japão, e traduzida para o japonês no ano de 1940, Pimentel se tornou o primeiro autor brasileiro traduzido para o japonês que se tem notícia.
O autor reconhece ter se permitido inovar o haicai ao tratar de temas tropicais, criando também o haicai erótico, o engajado politicamente e o étnico. Contudo, estas pequenas transgressões não corrompem o cânon estético inaugurado por Matsuô Bashô como a rigorosa métrica e a exigência da indicação da estação do ano (Kigo) e dos fenômenos da natureza.
Sua vasta obra literária, conta com livros como: Contos do velho Nipon (1940), Tankas e haicais (1953), Cem haicais eróticos e um soneto de amor nipônico (2004). E se encontra reunida em três volumes publicados pela editora Niterói Livros, que contém o texto integral de Tankas e haicais, tal como coordenada pelo professor Nelson Eckhardt em 1953.
A obra reunida, em acurada edição crítica de três volumes, conta também com poesias compiladas inéditas até 2004, data desta edição e versões para diversas línguas, entre elas o japonês, na tradução de Yonekura Teruo.
Além da primeira biografia, assinada por Alaôr Eduardo Scisínio, a obra do poeta recebeu diversos estudos, como o escrito pelo filósofo brasileiro R.S. Kahlmeyer-Mertens, que nos últimos anos vem dedicando trabalhos sobre a produção de haicais do poeta, destacando o relevo do pensamento de Pimentel para a contemporaneidade.

Fonte: Wikipédia, enciclopédia livre

Carlos Mônaco. Foto: Cláudio Barbosa

 

Carlos Silvestre Mônaco, livreiro, promotor cultural, filatelista, filho de Silvestre Mônaco e D. Francisca Totino Monaco. Carlos Mônaco nasceu na Praça Azevedo Cruz, nº 39, no bairro da Ponto da Areia – Niterói, Estado do Rio de Janeiro, em 10 de março de 1940. Fez os estudos primário, o ginasial, o científico e o de técnico em contabilidade, no Colégio Plínio Leite, em Niterói. É casado com D. Léa Coutinho Mônaco de cujo matrimônio tem um casal de filhos: Carlos César Coutinho Monaco e Soraya Coutinho. Embora já ajudasse, na livraria, desde os oito anos de idade, tornou-se oficialmente livreiro, em 17 de dezembro de 1964, quando seu pai desfazendo a sociedade que tinha com Emília Petraglia, colocou-o como sócio da Livraria Ideal, que então funcionava na Rua Visconde do Uruguai, 343. Assumiu a posição de sócio-gerente da livraria (posição que ocupa até hoje) em 1973, por ocasião do falecimento de seu pai. A vida de Carlos Mônaco se confunde com a história da Livraria Ideal, daí, é justo lembrar que, em maio de 1975, Mônaco recebeu o voto de apoio dos escritores Sávio Soares de Sousa; Geir Campos; José Cândido de Carvalho; Lyad de Almeida; Jacy Pacheco; Hugo Tavares; Wanderley Francisconi Mendes; Carlos Couto; Rubens Falcão; Edmo Lutterbach; Odilon Lima; Odern Ribamar Teixeira; René Pestre; Jorge Gandra Mendes; José Naegle; Alaôr Eduardo Scinío; Romeu de Seixas Matos; Miguel Freitas Pereira; Oswaldo Victer; Marcos César Clemente Filho; Gomes Filho; Salgado Freire; Carlos César Soares; Reginaldo Batista; Gipson de Freitas; Jorge Loretti; Leir Moraes; Ângelo Longo; Adão Longo; Hélio Nogueira; Ségio Cid; Luís Antônio Pimentel no ato de fundação do Grupo dos Amigos do Livro, mais tarde: Grupo Mônaco de Cultura. Na ocasião, foi eleito presidente do Grupo o escritor e crítico literário Juvenille Pereira. Em 3 de dezembro de 1977, Carlos Mônaco inaugurou a nova loja da livraria, na Rua Visconde de Itaboraí, 222, nas  proximidades da Estação Rodoviária. Em 15 de julho, com o desaparecimento do crítico Juvenille Pereira, foi eleito presidente do Grupo Mônaco, por aclamação, Luís Antônio Pimentel. Carlos Silvestre Mônaco é o criador da Biblioteca de Autores Fluminenses, cujo acervo cedeu à Universidade Federal Fluminense – UFF, em regime de comodato, para possibilitar a divulgação daqueles autores e a livre pesquisa de textos raros e, muitas vezes, esgotados; organizou, também, na década de 1980 uma série de Excursões literárias aos municípios de Nova Friburgo, Duas Barras, Angra dos Reis, Campos dos Goytacazes, São Fidélis, Rio Bonito, Itaocara, Macaé, São Gonçalo. Por sua atuação destacada no campo da cultura, passou a ser convidado para integrar conselhos e participar de eventos relacionados ao livro; sendo assim, integrou ao lado de Antônio Severo Sant’Anna, Osmar Muller, Jorge Teixeira, Roberto Cunha e Edgar de Laurina (diretor da Biblioteca) o Grupo de Trabalho de livreiros designados pelo Instituto Histórico Geográfico Brasileiro (IHGB) para colaborar com as publicações da Instituição (conforme deliberação s/3, de 19 de março de 1986); colaborou na organização dos seguintes eventos culturais: I Mostra de Autores Gonçalenses (1987), Exposição de Postais Antigos dos Municípios Fluminenses (1989), Exposição fotográfica “Nictheroy de Hontem“, do Acervo de Júlio Xavier de Figueiredo. É membro dos Conselhos Municipal de Cultura de Niterói, Comunitário da UFF, Municipal de Filateria, Editorial da Niteroiense de Arte desde 25 de novembro de 1993, Municipal de Proteção do Patrimônio Cultural de Niterói desde 19 de outubro de  1993 e Superior do Terminal Rodoviário João Goulart desde 08 de março de 1996. Integra, também, em diversas categorias, instituições culturais de Niterói, é o caso da Academia Fluminense de Letras (membro-correspondente), do Cenáculo Fluminense de História e Letras (membro-honorário), Academia Guanabarina de Letras (membro-honorário), do Instituto Histórico Geográfico de Niterói (membro-honorário), da Associação Niteroiense de Escritores (membro-benemérito), da Academia Gonçalense de Letras (membro-benemérito), Instituto Histórico e Geográfico de São Gonçalo (membro-honorário) e da Academia Itaocarense de Letras (membro-honorário). Em meio a dezenas de medalhas, títulos e moções, destacamos os seguintes, respectivamente: Comenda da Ordem do Mérito Araribóia, cencedida pela Prefeitura Municipal de Niterói, em 1985, na data de aniversário da cidade (22 de novembro) e no cinquentenário da Livraria Ideal; Medalha do Mérito Cultural José Geraldo Bezerra de Menezes; Medalha José Cândido de Carvalho, conferida pela Câmara Municipal de Niterói, indicação do vereador Antônio Carlos de Abreu; Comenda Jornalista Iraldo SilvaOrdem do Mérito da Imprensa Desportiva, pela Associação dos Cronistas Desportivos de Niterói; Medalha Tiradentes, conferida pela Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro, de autoria do Deputado Barbosa Lemos em 01 agosto de 1992; Medalha José Clemente Pereira, de autoria de Fernando de Oliveira Rodrigues em 10 de março de 1994; Medalha Mérito Cultural Acadêmico Modesto de Abreu, conferida pela ACLERJ em 15 de agosto de 2002; Medalha Luiz de Camões, pelo ELOS Club de Niterói em 26 de agosto de 2004); título de Personalidade – 75, instituído pelo Estúdio Ayrton Guimarães, em solenidade realizada, em fevereiro de 1976, no salão de festas do Clube de Regatas de Icaraí, no ano seguinte, foi novamente homenageado, pela mesma instituição, como Personalidade-76; vice-presidente do Centro de Memória Fluminense, vice-presidente da Sociedade de Amigos da Biblioteca Estadual de Niterói, membro da diretoria da ABITA (Associação Beneficiente Italiana), membro da diretoria da Sociedade de Amigos da Fundação Oliveira Vianna; Moção de Aplausos da Câmara Municipal de Niterói, pelo transcurso de 50 anos de nascimento – autoria do vereador Fernando Guida em 13 de março de 1992; Moção de Aplausos e homenagem na Câmara Municipal de Niterói, na passagem dos 60 anos da Livraria Ideal, iniciativa do vereador Wolney Trindade; Moção de Congratulação do vereador Marcos Gomes, pelo transcurso do 60º aniversário da Livraria Ideal; Moção da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro, iniciativa do vereador Barbosa Lemos; Moção da Câmara dos Vereadores do Município do Rio de Janeiro, iniciativa do vereador Afonso Ferreira; Moção de Congratulação da Câmara Municipal de Niterói pelo transcurso do 54º aniversário de nascimento, iniciativa da vereadora Maria Ivone Valadares do Amaral em 09 de março de 1996; Moção de Aplausos da Câmara Municipal de Niterói por ocasião da comemoração dos 50 anos da Livraria Ideal, iniciativa do vereador João Geraldo Bezerra de Menezes Galindo; Moção de Aplauso da Câmara Municipal de Niterói pelo transcurso dos 65 anos de fundação da Livraria Ideal, iniciativa do Vereador Fernando Nery em 15 de março de 2000; Moção de Aplausos pela participação no engrandecimento sócio-cultural e pela contribuição dada à cultura no estado do Rio de Janeiro em 15 de março de 2000; Moção de Aplauso da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro por ocasião da comemoração dos 69 anos da Livraria Ideal  em 16 de março de 2004. à frente do Grupo Mônaco de cultura, desde 1987, o livreiro Carlos Silvestre Mônaco oferece o Prêmio Intectual do Ano, reservado a personalidades que se destacam por sua atuação na cultura de Niterói. Entre os premiados constam os nomes: Alberto Torres (1987); Maria Jacintha (1988); Raul de oliveira Rodrigues (1989); Ângelo Longo (1990); Luís Antônio Pimentel (1991); Lou Pacheco (1992); Horácio Pacheco (1993); Lyad de Almeida (1994); Alaôr Eduardo Scisínio (1995); Almanir Grego (1996); Geraldo Bezerra de Menezes (1997); Miguel Coelho (1998); Carlos Tortelly Costa (1999); Nilo Neves (2000); Edmo Rodrigues Lutterbach (2001); Maria da Conceição Pires de Melo (Manita) ( 2002); Milton Nunes Loureiro 92003); Wan-derlino Teixeira Leite Netto (2004); Aloysio Tavares Picanço (2005); Carlos Silvestre Mônaco (2006); Aníbal Bragança (2007); Jorge Loretti (2008); José Inaldo Alonso (2009); Neide Barros Rêgo (2010)  e Waldenir de Bragança (2011). Entre todas as homenagens, talvez aquela que  melhor documenta o trabalho de Carlos Mônaco com a cultura letrada foi a oferecida pela Nova Imprensa Oficial do Estado do Rio de Janeiro no de 2011, tratou-se de um conjunto clássicos literários fluminenses com o selo de qualidade: “Carlos Mônaco leu e recomenda“.

Fonte: Pimentel, Luís Antônio. Eles Nasceram em Niterói. 3ª Edição revista e ampliada. Topônimos Tupis de Niterói. 5ª revista. Organização Aníbal Bragança e Carlos Monaco. Niterói, 2002.

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