Giro Cultural de setembro marcou homenagens ao bibliógrafo e livreiro Carlos Mônaco da Livraria Ideal. E Sala de Cultura Leila Diniz trouxe peça infantil e exposição de artista plástico no espaço cultural da Nova Imprensa Oficial do Estado do Rio de Janeiro

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No dia 14 de setembro, sábado, aconteceu a 21ª edição do Giro Cultural, que reuniu atrações gratuitas para todas as idades. O percurso feito todo a pé pelo Centro de Niterói e começou às 10h, na Livraria Ideal, com o lançamento do livro “Carlos Mônaco: O Semeador de Bibliotecas”, organizado e publicado pela Nova Imprensa Oficial do Estado do Rio de Janeiro. A obra traz uma rica entrevista com o dono da Livraria Ideal, que hoje se destaca como um dos mais importantes agitadores culturais de Niterói. Carlos herdou do pai, Silvestre Mônaco, o icônico espaço fundado em 1946, e que até hoje é referência cultural na cidade. Com perguntas feitas por intelectuais, jornalistas, amigos e familiares do homenageado, o livro narra a trajetória de Mônaco, mostrando sua origem, a história da Livraria Ideal, a família, hobbys e, sobretudo, seu amor e dedicação aos livros. Em seguida, na Sala de Cultura Leila Diniz, ao meio-dia, todos puderam conferir a encenação da peça infantil “A nova roupa do rei”, clássica fábula do escritor dinamarquês Hans Christian Andersen. Os visitantes acompanharam a história do acordo de um rei com um tecelão local que finge ser um alfaiate frânces capaz de confeccionar uma roupa com um tecido que só pode ser visto por pessoas inteligentes. O público que compareceu ao espaço cultural da Nova Imprensa Oficial do Estado do Rio de Janeiro pode conhecer ainda a exposição “A Espátula e o Lume”, do artista plástico Luciano Pauferro, com telas feitas a partir da técnica do lume — uma combinação do uso da espátula e do pincel, com um fundo negro em contraste ao colorido dos temas representados — criada por ele em 2009.

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Carlos Mônaco é um dos homens mais dinâmicos dos movimentos de cultural do centro de Niterói. Digo mais, e da região que abrange também São Gonçalo.“, diz Bruno Peçanha, da academia niteroiense de Letras (ANL).

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Carlos Mônaco – Perfil

Prefácio – Uma história de amor aos livros, à terra  e aos amigos.

O telefone toca no fundo da loja  de número 222 da Rua Visconde de Itaboraí, Centro antigo de Niterói, a menos de 100 metros da Rodoviária Roberto Silveira em uma manhã de maio de 2011. Caminhando apressado entre clássicos da literatura brasileira universal, livros acadêmicos e algumas obras preciosas – outras nem tanto, mas igualmente raras – de autores fluminenses encimadas sobre os volumes do centro da loja, Carlos Mônaco vence rapidamente os dez metros, se tanto, que separam seu pequeno banco sobre a soleira e o fundo da livraria, esgueirando-se no  meio de um dos dois estreitos corredores oferecidos aos fregueses como únicos caminhos para circulação interna. Todo o resto do ambiente é tomado por livros, que se empilham do chão até ao teto.

Ele atende  com o seu característico alô, inquisitivo e cordial, reconhecendo do outro lado da linha uma voz familiar, que lhe soa um tanto saudosa. Era o escritor Marco Lucchesi, que acabara de ser eleito para a cadeira número 15 da Academia Brasileira de Letras (ABL). Ligava pessoalmente para convidá-lo para usa posse. Mônaco estava na lista de convidados  de honra. Não por  ter a mesma ascendência  italiana ou por morar na mesma cidade, mas porque, segundo Lucchesi, ele tivera uma participação importante na construção da sua formação intelectual; na pavimentação do caminho que, por fim, o levara até a ABL.

E como isso aconteceu? Fornecendo-lhe livros? Sim, muitos. Mas, como vem fazendo ao longo de quase meio século com dezenas, talvez centenas de novos escritores que o procuraram, excedera generosamente o seu papel de livreiro. Este o cumpriu com total competência. Mas, além de oferecer o que havia de mais importante em sua loja dentro da área de interesse do jovem poeta, antecipou-se muitas vezes às suas necessidades intelectuais, separando-lhe, a cada nova leva de livros que dava entrada na livraria, tudo o que julgava lhe ser  útil, como faz habitualmente com os fregueses assíduos.

O ambiente da Livraria Ideal, no entanto, oferecera a Luccesi e, até hoje, a todos os seus frequentadores, muito mais do que livros. Quem conhece o meio literário de Niterói sabe que Mônaco não é apenas um livreiro. É, sim, um aglutinador, um catalisador de talentos, um militante cultural capaz de catapultar novos autores com seu espírito articulador, tecendo habilmente um envolvente rede de conexões entre escritores, editores, livreiros, jornalistas, acadêmicos, dominando, enfim, a linguagem de uma cidade que tem a vocação cultural em seu DNA.

Mônaco conhece como ninguém esse ambiente um tanto empoeirado e fascinante. Nasceu livreiro, filho de Silvestre Mônaco, o imigrante italiano que criou uma das mais importantes e certamente a mais antiga roda literária a céu aberto do Brasil em atividade até hoje, a da Livraria Ideal, e formou-se a boa escola de bibliófilos. Prova disso é a sua fundamental coleção – com milhares de títulos – de história fluminense, cedida em comodato ao Centro de Memória Fluminense (UFF). Na biblioteca do campus do Gragoatá, próximo ao Centro de Niterói, repousam muitas obras raras que ele deixou de vender por bom preço. O bibliófilo falou e ainda fala  mais alto que o comerciante em muitas ocasiões.

À sombra da antiga capital da República, separada apenas pela Baía de Guanabara, antiga capital fluminense sempre lutou para manter íntegra a sua identidade cultural. Embora coubesse à Velha Província oferecer a maior parcela de contribuição na formação literária nacional – que o digam os fluminenses Teixeira e Sousa, autor do primeiro romance brasileiro, Lúcio de Mendonça,  fundador da Academia Brasileira de Letras, Casimiro de Abreu, Fagundes Varela, Gonçalves de Magalhães, Euclides da Cunha e tantos outros -, era e ainda é penoso o vicejar de um mercado livreiro-editorial a tão curta distância  do Rio de Janeiro.

Mesmo assim, a vitalidade cultural latente de Niterói ensejou o surgimento de movimentos literários memoráveis, alguns já desaparecidos, como a roda do Café Paris, cujas mesas atraíam, além dos maravilhosos poetas satíricos da terra, com Lili Leitão à frente, gente de expressão nacional, de Olavo Bilac a Lamartine Babo, nas primeiras décadas do século XX. Outros agrupamentos literários estão presentes até hoje, como a Academia Fluminense de Letras e o Cenáculo Fluminense de História de Letras.

A atividade literária, porém, não era correspondida pelo mercado. Faltavam boas editoras e livrarias na cidade nas primeiras décadas do século passado. Num tempo em que as livrarias São José e José Olympio, no Centro do Rio, dominavam, com suas rodas literárias, a vida intelectual brasileira, atraindo de Cecília Meirelles a Graciliano Ramos, Raquel de Queiroz e Jorge Amado, em Niterói um fenômeno comercial inusitado teve lugar em uma pequena engraxataria da Rua da Praia, perto das barcas. Ali, Silvestre Mônaco, imigrante pobre italiano, começou a vender literatura de cordel e, logo depois, livros, muitos livros, ao mesmo tempo em que engraxava sapatos. Em uma cidade repleta de poetas e estudantes, não demorou muito para que o negócio dos livros prosperasse, suplantando a cadeira de engraxate, logo abandonada.

Mais do que isso. Surgia em meados dos anos 30 do século passado uma lenda viva do mercado livreiro nacional: a Livraria Ideal (para maiores informações, ver Livraria Ideal, do cordel à bibliofilia, de Aníbal Bragança, ed. Edusp). Silvestre Mônaco criou as memoráveis manhãs de autógrafos, atraindo para Niterói importantes nomes da literatura nacional, além de ensejar o ambiente cultural necessário para o desenvolvimento de jovens escritores fluminenses, com Sávio Soares de Souza, Luís Antônio Pimentel e Geir Campos. Eles formariam, junto com outros assíduos frequentadores da livraria, a comissão de frente Grupo Mônaco de Cultura, fundado no final dos anos 50.

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Carlos Mônaco cresceu em meio a esse ambiente. Além de herdar, ampliou a obra do pai. A Livraria Ideal prosperou, não necessariamente como negócio, mas como referência presente até hoje de uma cultura genuinamente fluminense, com aquele jeito simples e despojado da gente do Estado do Rio, exatamente à semelhança da loja abarrotada da Rua Visconde de Itaboraí. Quem a vê de passagem não pode imaginar a riqueza do seu conteúdo, tampouco a grandeza de seu proprietário.

Em frente à porta sob a qual Carlos Mônaco costuma sentar-se em seu pequeno banco está gravado em pedras portuguesas, no passeio da rua, por iniciativa da Câmara de Vereadores de Niterói – o “Calçadão da Cultura“, um território imantado para o qual convergiu nas últimas décadas o que há de mais expressivo da literatura fluminense contemporânea, como Marcos Almir Madeira, José Cândido de Carvalho e Marcos Luccesi, para citar apenas alguns membros  da Academia Brasileira de Letras que marcaram ponto por vários anos naquele templo de cultura a céu aberto no Centro de Niterói.

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O livro, que ora Imprensa Oficial do Estado do Rio de Janeiro oferece ao público, extrai um rico depoimento desse livreiro extraordinário. São histórias de livros e escritores, de Niterói e do Estado do Rio, da Livraria Ideal e de sua história peculiar, todas reveladoras da paixão de Carlos Mônaco por seu ofício, pelos seus amigos  e pela a sua terra.

Luiz Augusto Erthal – Jornalista e editor.

Rio de Janeiro. Nova Imprensa Oficial. Carlos Mônaco: O Semeador de Bibliotecas  Niterói: Imprensa Oficial do Estado do Rio de Janeiro, 2013. Prefácio.

  • Manhã de autógrafos na Livraria Ideal às 10h – sábado (14/09)

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“Estou feliz porque hoje, aqui na Livraria Ideal,  estou lançando um livro editado pela Nova Imprensa Oficial. É uma autobiografia minha contando a minha história. E é uma honra muito grande receber essa homenagem da imprensa oficial, pois Já lançamos mais de 800 obras no Calçadão da Cultura.”, comemora Carlos Mônaco, bibliógrafo da Livraria Ideal e produtor cultural.

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“As homenagens que estão sendo prestadas ao  Carlos Mônaco neste dia sábado 14/09, ao meu amigo, uma pessoa com sensibilidade muito grande, é uma das mais merecidas, porque de fato, ele é um homem que tem na alma e no coração a cultura projetada dentro de si. Portanto, nada melhor do que a Imprensa Oficial do Estado do Rio de Janeiro editar este livro a este livreiro, este homem que vem dando e dignificando a literatura brasileira. Estão todos de parabéns. Compareceram no Calçadão da Cultura mais de 100 pessoas entre acadêmicos e pessoas da cultura de Niterói e adjacências.”, afirma Gentil da Costa Lima, jornalista e ex-presidente do sindicato dos jornalista do Estado do Rio de Janeiro.

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“Carlos Mônaco, que é líder da Livraria Ideal e de todo esse movimento literário aqui em Niterói – Grupo Mônaco de Cultura-, propôs à televisão universitária (Unitevê), a extensão dessa atividade cultural que ele tanto desenvolve por décadas para o formato de TV. Então, o Grupo Mônaco de Cultura & Saúde que já faz tantos anos, é uma produção em conjunto com essa parceria. E que são dois blocos na verdade: O Bloco de Cultura – apresentado por Carlos Mônaco – no qual o Mônaco entrevista acadêmicos; escritores; pessoas que tem alguma coisa a ver relacionada a cultura, e no movimento cultural. E a segunda parte: criada posteriormente, liderada por Elizabeth do Valle, é concentrada nas atividades  da parte de Saúde e Bem-estar. Elizabeth do Valle, companheira de trabalho de Carlos Mônaco,  trata sobre lançamentos relacionados à saúde; saúde mental, etc. E é isso que produzimos na universidade com a TV universitária da UFF (UNITEVÊ).”, explica Renato Revelles da Universidade Federal Fluminense (UFF).

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“Carlos Mônaco é um dos homens mais dinâmicos dos movimentos de cultural do centro de Niterói. Digo mais, é da região que abrange também São Gonçalo. Ele consegue fazer esse trabalho e expandir não somente para o pessoal da academia, mas também para o povo, fora dos núcleos acadêmicos. “O Semeador de Bibliotecas”, faz o seu trabalho como livreiro.”, diz Bruno Peçanha, da academia niteroiense de Letras (ANL).

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“Carlos Mônaco é uma pessoa extraordinária. Sou comerciante desde 1986. E foi um presente que recebi conviver com ele e sua família. Sou amiga da filha dele, Soraya Mônaco.”, ressalta Deyse Silveiras, servidora pública da Secretaria de Esporte de Niterói.

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“Carlos Mônaco tem feito o resgate dos valores culturais na cidade, e todo esse movimento cultural aqui na Livraria Ideal tem crescido muito. Estou apenas participando e conhecendo melhor esse trabalho. E percebemos que todo conhecimento que ele sabe, tenta ajudar a quem o pede. Por isso, chamamos Carlos Mônaco de Enciclopédia”, frisa Adriana Cláudia Varella, servidora pública.

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“Carlos Mônaco é de uma visibilidade, de um conhecimento no alcance da literatura de uma maneira geral. O respeito naquele que vem buscar uma indicação, uma orientação  em termos de dados bibliográficos, de histórias de vida, no contexto histórico da atualidade, em termos de tudo que nós aqui no Estado do Rio já passamos. Isto é, fatos históricos importantes. Então, Carlos Mônaco é essa pessoa que possui essa vivência, essa estrada, de uma experiência de um contexto cultural e de uma cultura extremamente importante, principalmente para nós do município aqui  de Niterói. E até diríamos não somente para nós, mas para o estado do Rio de Janeiro, e provavelmente do Brasil. Mônaco é uma referência na região de Niterói e adjacências. Ele milita um contexto cultural com uma facilidade e competência que, por momento, acho uma coisa sensacional para aquelas pessoas que buscam algum tipo de orientação em relação a esse contexto. Carlos M apresenta o programa Grupo Mônaco de Cultura & Saúde, na parte de cultura e eu na parte de saúde e bem-estar. Nós temos feito essa parceria que já dura alguns anos na Unitevê, que se iniciou no Gragoatá, da faculdade de Comunicação. Referente a limitações, não vejo nenhuma, pois ele já adquiriu essa versatilidade e foi através destes talentos múltiplos. E essa é a vida dele. Além disso, essa é a grandeza e beleza de Carlos Mônaco, servir à comunidade. “, opina Elizabeth do Valle, apresentadora do bem-estar e saúde do Canal 17 Unitevê (Niterói / São Gonçalo).

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“Foi um sábado muito importante para Niterói, onde nós tivemos o lançamento de Carlos Mônaco, “O Semeador de Bibliotecas”, grande Intelectual e incentivador da literatura.  E que a mais de 60 anos atua na vida cultural de Niterói, principalmente. Fizemos o lançamento, e é um orgulho muito grande para o estado”, informa Haroldo Zager, presidente da Nova Imprensa Oficial do Estado.

  • Sala de Cultura Leila Diniz

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Após manhã de autógrafos na Livraria Ideal e prestigiar com amigos o livro em lançamento “Carlos Mônaco: O Semeador de Bibliotecas”, organizado e publicado pela Nova Imprensa Oficial do Estado do Rio de Janeiro. O público pode conferir a peça teatral no espaço cultural da Sala de Cultura Leila Diniz “A nova roupa do rei”, clássica fábula do escritor dinamarquês Hans Christian Andersen. Além disso, os visitantes  também puderam conhecer a exposição “A Espátula e o Lume”, do artista plástico Luciano Pauferro,  criada por ele em 2009.

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  • Cia Infocus de teatro

A Cia Infocus de teatro é composta por 18 atores, e esses atores são convocados de acordo com o espetáculo que está em cartaz.  Inclusive a possibilidade de fazer duas apresentações em locais diferente ao mesmo tempo. Desta forma, convoca-se dois elencos, com figurinos diferentes e histórias diferentes. Por fim,  a apresentação. O corpo tem a parte de figurinista; duas costureiras; duas pessoas especializadas em montar o cenário e  adereços utilizados. Além do estúdio para gravação de música com as próprias letras.

“E esse espetáculo a “A nova roupa do rei“, baseado na história de  Hans Christian Andersen , “fala da vaidade humana”. Os bens materiais que as pessoas procuram tanto e acabam se esquecendo das pessoas. Então o rei leva uma lição: que não adianta se preocupar com a vestimenta se a população passa necessidade.  E nada mudou, estamos tão atuais. Vemos que a criança é um exemplo disso: “Ela quer o objeto/coisa, pois está no mundo de sonhos. E passa a desejar.” Nós procuramos colocar a história de uma época bem antiga para a atualidade para se buscar uma identificação com a criança. O espetáculo é infanto-juvenil. Hoje participaram do elenco Vinícius Miranda que foi Dom Pedro; Jenifer Aguiar – Carlota Joaquina; César Cavalcanti – Dom João; Gugu Araújo – Alfaiate Pierre Agulion; E o Bobo da Corte – Julio”, explica Cesar Cavalcanti, da Cia de teatro Infocus.

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“Estou acompanhando desde a época da Rodoviária. Agora está melhor porque as peças estão mais divertidas, o cenário é melhor, e podemos ficar à vontade aqui. Cada dia está melhor. E mais interativo com a criança. E acho que deveria ser mais divulgado.” diz Teresa  Cerne, assistente social que trouxe o filho de 5 anos Marcos José.

Entrevista: Cláudio Barbosa

Fotos: Cláudio Barbosa

Texto: Cláudio Barbosa

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