Confira a mostra “Brasil e suas Etnias Africanas” por Beth Medeiros, na Sala de Cultura Leila Diniz até 08 de fevereiro

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Mostra Brasil e suas Etnias Africanas na Sala de Cultura Leila Diniz

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Legenda: Do lado direto para o esquerdo da imagem: Renata Palmier (Gestora da Sala de Cultura Leila Diniz) e Beth Medeiros (Artista plástica) Imagem: (Págé o Grande Espírito – Representação do Brasil e a chegada dos Africanos) (Técnica: Pintura Acrílica em madeira Técnica Mista-  2.80 x 1.70m).(Foto: Sala de Cultura Leila Diniz)

  • A Artista plástica

Beth Medeiros, niteróiense, é autodidata e desenvolve técnicas próprias com texturas e cores que refletem a influência negra e indígena tão presentes na cultura brasileira. Seus trabalhos brotam do próprio inconsciente, em tons abstratos, com traços culturais primitivos.

 

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Origem
Todos os seres humanos são descendentes dos mesmo antepassados que habitaram a África milênios atrás, sendo o único lugar do mundo onde havia seres humanos.

As primeiras pessoas só saíram do Continente Africano há cerca de 50 mil anos e, a partir de então, passaram a se espalhar pelo resto do mundo.

Os humanos caminharam, durante milhares de anos, runo ao norte, até saírem da África e atingirem a região que hoje conhecemos como o Oriente Médio.

Em algum momento da história, parte desse grupo de pessoas tomou rumos diferentes: alguns seguiram para o oeste,  atingindo a Europa e dando origem aos europeus, enquanto outra parcela rumou para o leste, atingindo a Ásia, dando origem aos asiáticos.

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  • O Grito da história (Coluna Opinião (Revista – nome não informado))

A tragédia dos guaranis-caiovás revela como o Brasil foi capaz de lidar com a questão indígena.

Desde Pedro Álvares Cabral, os índios perderam terras, cultura e seu modo original de viver. Muitos perderam a vida, para a violência ou para os  micróbios trazidos pelos europeus. Ao longo da história, os indígenas foram o único grupo de brasileiros cuja população diminuiu. Estava reduzida a 300 mil em 1900, quando era estimada em 800 mil ou até 3 milhões – não há cálculos definidos – em 1500.

Desde a Constituição de 1988, com a demarcação obrigatória das terras indígenas, a situação dos índios melhorou um pouco. Enquanto a população brasileira cresce 1,5 % ao ano, o crescimento da parcela indígena chega a 3,5 %. Um exemplo, porém, chama a atenção pelo absoluto descaso com que tem sido tratado pelas autoridades. São os índios da etnia guarani-caiová, de Mato Grosso do Sul. Sua situação foi revelada por uma extensa reportagem de ÉPOCA publicada em dezembro (ano não divulgado).

A reportagem mostrou que eles constituem uma das mais numerosas e desesperançadas nações indígenas do país.

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  • ADINKRA

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É um dos mais antigos sistemas africanos de escrita. A importância desse fato é incomensurável porque a ciência etnocentrista européia negou que a África tivesse história alegando que seus povos nunca criaram sistemas de escrita.

Ledo engano, pois além dos hierógrifos egípcios, existem inúmeras escritas africanas antes da escrita árabe.

O conjunto dos Adinkra tem origem na região da Costa do Marfim, pelo nome de um rei chamado Kofi Adinkra Gyaaman que estampava em tecido, esculpido em pesos de ouro, talhado em peças de madeira anunciadoras de soberania, sendo usado em ocasiões fúnebres ou festivais de homenagem.

São mais de 80 símbolos que preservavam e transmitem aspectos da história, filosofia, valores e normas socioculturais desses povos de Gana.

Eram pintados somente por homens e uma tinta preta extraída da árvore e clara de ovo.

Tem como princípio conhecer o passado, melhorar o presente e construir o futuro.

Fonte: Exposição Africanidades de Beth Medeiros

por Cláudio Barbosa

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